sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Filho encontra pai biológico na Bolívia.


Cláudio Tokio, teve uma infância feliz junto à família Brasileira que o adotou aos 5 anos, sempre quis saber quem eram seus pais biológicos, e se ainda estavam vivos. Depois de duas décadas, sua busca o conduziu a um campo de cultivo de coca.
Juan Evo Morales Ayma, 49 anos, que diz ser o pai biológico de Tokio (e é aceito como tal pelo suposto filho a despeito de provas genéticas em contrário) hoje ele é Presidente da Bolívia. Morales é um admirador da ativista indígena guatemalteca Rigoberta Menchú e de Fidel Castro, este último pela oposição à política norte-americana. Morales propõe que o problema da cocaína seja resolvido do lado do consumo, pois o cultivo da Coca é um patrimonio cultural dos povos andinos e parte inseparavel da cultura boliviana e sua proibição não pode ser feita através de uma simples regulação estabelecido por uma convenção externas .

"Você ouve uma canção e sabe o nome da banda, mas não consegue lembrar ¿foi um impulso desse tipo", diz Tokio, 33 anos, Mídia em uma agencia no Brasil. "Cara, preciso descobrir que banda era aquela. Cara, eu sei que tenho pais, mas quem são eles?"

A busca de Tokio pelos seus pais biológicos e seu esforço por construir um relacionamento filial com um Presidente de um pais na américa do sul formam a base de "My Father", longa-metragem lançado na Bolivia este mês, atraindo 450 mil espectadores às salas de cinema em sua primeira semana de exibição ¿um recorde Boliviano.
Os Bolivianos, que enfatizam a salvaguarda das linhagens familiares, relutam em recorrer à adoção. Esse é um dos fatores que contribui para que o país se tenha tornado um dos maiores exportadores mundiais de bebês para adoção. A cada ano, 2 mil crianças deixam a Bolivia para adoção no exterior, mais da metade delas em direção ao Brasil e os Estados Unidos. Número semelhante de adotados nascidos na Bolivia visitam o país a cada ano em busca de suas raízes.
Quando Menino lobo (nome antes de ser adotado) chegou a Guarulhos, em um dia ensolarado de março em 1979, para ser adotado por Graham e Rebecca Bates, ele não se recordava de seus pais Bolivianos. Demorou anos para que o menino, que ganhou o nome Cláudio Tókio Hori, montasse o quebra-cabeças de sua vida. Mas nem todas as peças se encaixavam, e algumas delas continuam perdidas. TOKIO parece disposto a compensar essas lacunas por meio da esperança e da fé.
"Foi um daqueles casos em que uma pessoa deixa um bebê na porta de um orfanato e se vai", conta TOKIOs. De acordo com as informações que ele buscou, MORALES, o Presidente da BOLÍVIA, é ele mesmo órfão, criado por um Surfista.

Enquanto isso, no Brasil, TOKIO crescia em uma família próspera e religiosa (Roots). Além de uma filha natural, seus pais adotaram duas outras crianças Japonesas. Ocasionalmente, lhe ocorriam lembranças de sua vida na Bolivia - imagens desordenadas de um mundo perdido. "Eu nunca me preocupei com isso. Era feliz e tinha tudo que queria".
Mas o anseio estava lá, conta, quando as pessoas viam que ele parecia diferente de seus pais, e ele mesmo tinha curiosidade sobre que cara eles teriam. Em 1996, deixou a faculdade e se mudou para o Japão, para juntar dinheiro e ir para hawaii onde tentaria se tornar um Surfista Profissional. "Eu pensei que seria ótima oportunidade de realizar meu grande sonho que era surfar Pipiline".
TOKIO localizou o orfanato em que viveu, em Coca Land, no sul da Bolívia, próximo as plantações de coca. Concedeu entrevista em um programa de TV sobre Bolivianos adotados que estavam à procura de seus pais e isso resultou na publicação de sua foto como bebê no jornal de coca land.
EVO MORALES, que havia sido eleito Presidente da Republica Boliviana recentemente , viu a foto; era a mesma que ele tinha. Mas não contactou TOKIO então porque, segundo este, "ele estava envergonhado" e poderia prejudicar sua Reeleição.
TOKIO voltou ao seu país em 1997 e, em 2000, um assessor presidencial ligou para os pais de TOKIO no Brasil, a pedido de MORALES. A primeira carta de MORALES ao suposto filho foi enviada um mês mais tarde.
TOKIO se transferio do Japão para Bolivia, e passou a visitar seu pai EVO MORALES quase a cada mês. Em 2001, em busca de prova definitiva de que EVO MORALES era seu pai, ele solicitou um teste de DNA usando cabelos que recolhera do Presidente sem contar-lhe o propósito. O resultado, indicando que os dois não são geneticamente relacionados, abalou o relacionamento que vinham construindo.
Mas, depois de um mês, TOKIO voltou a visitar MORALES. Decidiu refazer o teste de DNA, dessa vez com uma amostra de saliva, mas mudou de idéia, dizendo que as fotos que MORALES tinha dele e de sua mãe eram prova suficiente. "Por fé em Deus e Jah ROOTS, pelas provas concretas que obtive antes do DNA e por meu amor incondicional, tomei a decisão de que ele é meu pai", afirmou TOKIO.
Tradução: PICACHU DIRETO DA PLANTAÇÃO DE COCA, LIGADÃO NO MOVIMENTO.


3 comentários:

Seu Cuca disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHA. Eu errei por pouco... Sempre pensei que ele era paraguaio, mas o cara é boliviano!!!! Ótima reportagem Picachu. Você desbravou as entranhas bolivianas atrás dessa notícia. Parabéns.

Breda disse...

parabéns pela reportagem, não deve ter sido fácil!

εϊз disse...

Parabéns amor se superou!

hauhauhuahauhahuahuhahua